28 de fev de 2010

Antes de adormecer, esta noite, minha cabeça mergulhou em pensamentos muito, muito profundos. Conclusões abstratas surgiram e não consigo convertê-las em palavras. É como se eu me sentisse desprotegida diante de algum monstro, com medo, e não conseguisse gritar.

"Esqueça.." é o que eu digo a mim mesma, mas isso incomoda. E muito!

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Preciso encontrar moradia em Florianópolis. Da outra vez foi tão fácil... ao que tudo indica estou muito exigente agora. Meu plano era ir embora essa semana. Com certeza não será possível.

Plano B? Naaah, nem tenho!

23 de fev de 2010

meu caos particular

porque por mais que eu tente controlar, eu não mudo nem amenizo meu jeito de ser. emotiva. sensível. por vezes ingênua. as emoções me derrubam, eu não sei agir pesando razão emoção e consequencia. para mim é o que o meu suposto coração me impele a fazer e pronto. não vou mais tentar mudar isso porque toda vez que meus sentimentos me vencem eu fico frustrada. chega, chega, chega. eu quero apenas poder sorrir sem nenhum peso esmagando e sufocando os meus sentimentos reais.

19 de fev de 2010

(...) e a saudade dele tá doendo em mim.

Uma vez Cenas Insanas, pra sempre Cenas Insanas.
Mas "pra sempre" não é todo dia.

Incrível como agora isso faz sentido. Mais incrível ainda é fazer as contas e ver que desde que tudo isso começou já passou muito tempo. 4 anos. E toda a magia do teatro continua viva em mim. Saudade de todos.

18 de fev de 2010

Insônia

      Já deveria estar dormindo, mas é difícil pra mim. Já tenho problemas de "falta de sono" e de "falta de vontade de dormir" desde pequena. Desde MUITO pequena, vale ressaltar. Antes de completar um ano reza a lenda aqui de casa que eu era segurada deitada no berço, aos berros, até que cansasse de chorar e adormecesse. Imagino se minha aversão a ter de dormir todo dia não seja algum trauma desse tempo, haha.
     Enquanto espero baixar (na quarta tentativa de download) um episódio de Gossip Girl, eu refiz o banner do blog. Confesso que não ficou dos melhores, mas tentei tanto fazer algo que superasse o último que enjoei e ficou assim. Ao menos, mudou. Preciso aprender novas técnicas no photoshop, já tenho um estilo que remete a mim e isso por pura preguiça de inovar.
     Planos para amanhã (no caso, hoje): Assitir GG, descansar o corpo na cama até amanhã, levantar, tomar banho, arrumar o cabelo, comer, esperar o instrutor chegar, ir pra aula, voltar pra casa, ir no Aleh falar com o Lorenzo, ir na UnC falar com a Biiah, voltar pra casa, assistir Kyle, autistar pela casa e à noite Dido. Tomara que eu consiga fazer tudo isso, não estou muito afim de deixar alguma coisa pro sábado. Já tenho as faxinas para fazer no sábado. Lavar a roupa, como sempre e eu PRE-CI-SO arrumar meu quarto. A bagunça tomou conta e dessa vez o negócio tá crítico. Consigo se rmuito desorganizada quando estou inspirada, haha.
     É um post inútil, mas é pra isso que serve um blog.


Hasta la vista.

É dia de rally!

Mas não me avisaram.

     Começo meu relato lembrando de uma frase que eu disse ontem ao meu instrutor: "Adoro estrada de chão.". Ontem, eu adorava. Hoje, eu passei a gostar muito mais. Diante dessa minha afirmação, hoje a aula programada era apenas em estrada de chão. Eu não conheço muito bem o perímetro urbano dessa grande cidade, quem dirá o que fica fora dele. Mas o pensamento é "Dane-se, estou com o instrutor!".  A estrada tinha um pouco de lama no começo... parece que foi aberta recentemente (é surpreendentemente larga pra uma estrada de chão comum), acho que vai receber asfalto em breve. Mas o lamaçal ia muito além... quando mais eu me enfiava por aqueles matos, mais caminhões atolados a gente encontrava.
     Eu não dei muita importância a isso. Caminhões carregados são pesados, e naquela lama poderiam ter atolado facilmente, não? Não. A coisa tava crítica. Eu não me preocupei até que perdi o controle da direção e o carro começou a dançar na pista. Agradeci a todos os seres sobrenaturais e divinos que consegui pela rua ser muito ampla, senão acredito que naquela primeira "dança de pneus" eu já teria ferrado com o carro e teríamos que pedir ajuda pra sair dali. Com o carro dançando e eu sem saber o que fazer, o instrutor foi rápido: deu a ordem de não acelerar nem frear e tirar as mãos do volante. Ele estabilizou o carro e me avisou: "Fica mais no meio da pista, tenta seguir os trilhos ja feitos por outros veículos e NÃO CHEGUE PERTO DOS CANTOS DA RUA!"
     E lá fomos nós. Notei o motivo de ter que ficar no centro da pista. Se eu subisse na parte mais externa, eu atolava. Fui muito bem, até que vem um caminhão no sentido contrário ao meu, também seguindo os rastros já existentes, os mesmos que eu. Comecei a pensar no que fazer para desviar dele com segurança e devo ter feito algo muito errado enquanto pensava, pois já estávamos dentro de outro passo de dança do carro maluco. Eu não contive o riso; ou melhor, a gargalhada. Meu instrutor sempre fazia piada sobre eu conseguir sujar o carro dele e quando olho no pára-brisa ele está coberto de respingos de barro. A seguir, depois de estabilizar o carro novamente, o instrutor questiona, com as mãos sobre a cabeça, os olhos fechados e a voz um pouco alta: "O QUE EU TINHA NA CABEÇA QUANDO TE MANDEI VIR PRA CÁ?". Eu gargalhei novamente, e ele prosseguiu: "Amanhã, só perímetro urbano, Dona Flávia.".
     Depois de tudo isso, mais uns 7 caminhões atolados pelo caminho, achamos uma estradinha mais estável, apesar dos buracos, e seguimos por ela. Eu não estava em um dos meus melhores dias, estava errando as marchas, não conseguia fazer a coisa certa e isso também parecia irritar (ou aborrecer) o instrutor.
     No fim das contas, ele me tirou 10 minutos de aula pra poder lavar o carro antes da sua próxima aula. E se nada mudar, amanha terei três aulas APENAS em perímetro urbano. Espero que uma delas seja cancelada. Amanhã provavelmente farei umas 30 balizas, queria ter feito hoje mas o tempo foi reduzido na lerdeza do meu rally. É, quero só ver no dia da prova...

16 de fev de 2010

Someone care to classify,
A broken heart and twisted minds
So I can find someone to rely on

i'll miss ya

I'm going away for a while
But I'll be back, don't try to follow me
'Cause I'll return as soon as possible
See I'm trying to find my place
But it might not be here that I feel safe

vagando incessantemente

até encontrar o lugar onde eu me sinta segura.



nao há rotas nem ao menos mapas. é a vida, é o que dizem. aquela eterna busca ao pote de ouro no fim/começo do arco-íris. não conheço quem já o tenha encontrado. é natural do ser humano não se contentar com o que consegue, sempre querendo mais e mais. nunca pára e a isso deve-se todo e qualquer tipo de avanço. mesmo se eu traçar uma meta como "eu vou pedalar até conseguir chegar ao topo daquela ladeira, não vou parar, eu só paro quando chegar lá" com certeza, quando eu chegar lá, verei que mais além do topo. talvez uma descida, talvez uma reta, talvez mais uma subida. mas a minha motivação por ter chegado ao ponto que eu estabeleci faz-me pensar "se eu cheguei até aqui, consigo ir mais além, eu sou capaz" e continuo. conquistas pessoais, provas de poder e força. nunca acaba, é um ciclo que se segue até que nossos limites sejam alcançados. mas não é por isso que acaba, porque não acaba. a partir do momento que o limite é alcançado, não conseguimos mais chegar ao objetivo e isso é frustrante "sempre consegui, por que agora está difícil?"... e assim seguimos até a vida começar a se esvair de nosso ser e as lutas ficarem pesadas demais... até chegar aquela hora.

sempre fica algo pra trás, sempre.

meu arco-íris me chama.

10 de fev de 2010

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"Viajando de carro você vê a paisagem; de moto faz parte dela"

          Aula de moto, começando ao meio-dia, sob sol FORTE, sem protetor solar, com uma regatinha preta. Sim, estou parecendo um pimentão e a temperatura emanada do meu corpo é mais alta nas regiões dos braços, ombros, costas e coxas (usei uma bermuda). Dói pra dormir, dói no banho, dói pra tirar a roupa, dói para vestir a roupa. E não ouse enconstar!
          Esquecer do protetor foi mesmo um erro estúpido. Mas isso não se compara à sensação de, finalmente, eu conseguir dominar, ainda que cambaleante, uma motocicleta. Não sou como as meninas da minha idade e do meu círculo de amizades. Não fico boba por carros, não sonho em ter o meu próprio veículo de quatro rodas (a nao ser que seja um quadriciclo), não me vejo por aí dirigindo. Mas ah, as motos. Quanto eu sonho com isso? 
          Eu nem sei como começou... Só percebi que cada moto que passava, eu seguia com os olhos. E nunca tinha subido em uma, nem como passageira. Pilotar, então? Aff, nem a pau. Até que os amigos mais chegados começaram a atingir a maioridade, fizeram carteira, e adquiriram a primeira moto. Mesmo com aquela paixão dentro de mim, o medo me vencia. Mas eu não sou do tipo de pessoa que é vencida pelo medo. Até que chegou o dia de enfrentá-lo. Foram os 3 minutos mais legais daquela noite. Foi só para experimentar a sensação que eu aceitei a carona, mesmo estando há poucos metros do meu destino.
          E não parou mais. Os amigos evoluíram suas motos e eu fui conhecendo um pouco mais. É uma coisa estranha, agora. Na primeira aula, na precária pista de treino, o instrutor perguntou se eu tinha NOÇÃO de como era pilotar uma moto. Eu, sincera, lhe disse que já havia pilotado uma vez, uma moto maior e mais pesada. Mas essa única vez já bastou para ele achar que eu não precisava de tanta assistência assim nas aulas e, de cara, me "largou" sozinha. E que sensações eu senti! 
           Estava com muito medo de cair, mas isso não me parava. Estava suando pelo calor, pelo medo, pela situação, pelos olhares dos instrutores e alunos ali presentes. No fim da aula, os membros tremiam, eu estava nervosa. Mas feliz, muito feliz. Cada dia estou mais perto de poder pilotar por aí, mesmo que moderadamente. E se nenhum trauma me assombrar depois dessas aulas (haha) eu posso começar a planejar a aquisição de uma motocicleta só minha.



          Ah, maturidade... o que eu sinto sobre você?

9 de fev de 2010

No one's here and I fall into myself

                 E quando tudo o que não disse para poupar os outros começa a me machucar, é enlouquecedor. Viver entre tudo o que, escondido dentro de mim mesma, nunca ficou inerte é um tanto quanto perturbador. Dá até vontade de tirar tudo a força, como se fosse algum tipo de sentimento materialzado ali na boca do estômago... mas a vontade é de arrancar tudo com as próprias mãos. A dor da ação é infinitamente pequena se comparada ao alívio procedente.
              Me arrependo de nunca ter sido tão verdadeira quanto agora. De ter me escondido, escondido meus sentimentos, para não "machucar" os outros. E acabo mutilando minha alma. Achei qie doeria muito mais em mim machucar outra pessoa, aqueles que sempre foram meus melhores amigos e sempre estiveram ao meu lado. Mas agora, que minha alma, minha essência, meu eu e tudo o que está dentro de mim está mais transparente, as pessoas se afastam. Inevitável pensar que só eram meus "amigos" pelo fato de que eu nunca os magoei, tudo que eu fiz e falei foi para o seu conforto e felicidade.
           Chega de pensar primeiro neles. Eu tenho muito mais valor do que eu pensava e não há mais motivos pra não ser quem eu realmente sou. E motivos para esconder coisas sobre mim, sinceramente, nunca houve.

Convencional? Mas por quê?

            Não acredito que tudo que é convencional é mais certo. Não acredito nem que exista certo e errado. Isso é de cada um, cada um tem seus "valores de moral" e os segue da maneira ética convencionada por e para todos. Tudo para uma convivência civilizada e saudável entre indivíduos distindos.
            Por vezes ouço que eu deveria ser diferente do que sou, ou me perguntam o motivo de eu querer ser diferente de todos. Intimamente a resposta é óbvia: para não ser igual a todos. E é de minha natureza querer ser diferente, querer me destacar, querer mudar, querer ser notada. Penso que isso é da natureza humana, mas a maioria retrai todo esse querer. Eu faço o que eu sinto vontade de fazer, sempre que possível (e sempre que é ético, quando envolve terceiros.). Mas eu não entendo por que isso incomoda tanto às pessoas mais convencionais.
            Respeito todas as formas de se viver então por que diabos não respeitam (ou apenas ignoram) o jeito que eu encontrei de me sentir confortável com esse furacão chamado vida?