10 de fev de 2010

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"Viajando de carro você vê a paisagem; de moto faz parte dela"

          Aula de moto, começando ao meio-dia, sob sol FORTE, sem protetor solar, com uma regatinha preta. Sim, estou parecendo um pimentão e a temperatura emanada do meu corpo é mais alta nas regiões dos braços, ombros, costas e coxas (usei uma bermuda). Dói pra dormir, dói no banho, dói pra tirar a roupa, dói para vestir a roupa. E não ouse enconstar!
          Esquecer do protetor foi mesmo um erro estúpido. Mas isso não se compara à sensação de, finalmente, eu conseguir dominar, ainda que cambaleante, uma motocicleta. Não sou como as meninas da minha idade e do meu círculo de amizades. Não fico boba por carros, não sonho em ter o meu próprio veículo de quatro rodas (a nao ser que seja um quadriciclo), não me vejo por aí dirigindo. Mas ah, as motos. Quanto eu sonho com isso? 
          Eu nem sei como começou... Só percebi que cada moto que passava, eu seguia com os olhos. E nunca tinha subido em uma, nem como passageira. Pilotar, então? Aff, nem a pau. Até que os amigos mais chegados começaram a atingir a maioridade, fizeram carteira, e adquiriram a primeira moto. Mesmo com aquela paixão dentro de mim, o medo me vencia. Mas eu não sou do tipo de pessoa que é vencida pelo medo. Até que chegou o dia de enfrentá-lo. Foram os 3 minutos mais legais daquela noite. Foi só para experimentar a sensação que eu aceitei a carona, mesmo estando há poucos metros do meu destino.
          E não parou mais. Os amigos evoluíram suas motos e eu fui conhecendo um pouco mais. É uma coisa estranha, agora. Na primeira aula, na precária pista de treino, o instrutor perguntou se eu tinha NOÇÃO de como era pilotar uma moto. Eu, sincera, lhe disse que já havia pilotado uma vez, uma moto maior e mais pesada. Mas essa única vez já bastou para ele achar que eu não precisava de tanta assistência assim nas aulas e, de cara, me "largou" sozinha. E que sensações eu senti! 
           Estava com muito medo de cair, mas isso não me parava. Estava suando pelo calor, pelo medo, pela situação, pelos olhares dos instrutores e alunos ali presentes. No fim da aula, os membros tremiam, eu estava nervosa. Mas feliz, muito feliz. Cada dia estou mais perto de poder pilotar por aí, mesmo que moderadamente. E se nenhum trauma me assombrar depois dessas aulas (haha) eu posso começar a planejar a aquisição de uma motocicleta só minha.



          Ah, maturidade... o que eu sinto sobre você?

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