29 de mar de 2010

Endereçado à ela:

V.

Cara, sério, se você assistisse Gossip Girl, você entenderia muito do que eu queria te falar. Nossa amizade é linda, é mágica, é verdadeira, é importante para mim. Eu sei que você não concorda, não gosta, não aprecia, não aceita muita coisa em mim, mas deixa passar. Eu sinto o mesmo com relação à você mas quem ama aceita o outro como ele é e, em hipótese alguma, tenta mudá-lo. Mas eu peço desculpas por algumas coisas que falo, faço e pelo meu modo de agir algumas vezes. Usando Gossip Girl agora (você só entenderia completamente se tivesse assistido todas as três temporadas, mas enfim :P) você é a Serena, eu sou a Blair. Pura coincidência você ser a loira e eu a morena. Mas a Blair faz muita coisa porque sente que a Serena é sempre a melhor em tudo. A Serena nunca faz nada contra a Blair, assim, por vontade própria, porque ela é a melhor amiga dela de anos, quem a conhece melhor que ela mesma. Mas a Blair age assim porque tem medo de amar tanto a Serena que esse amor é maior do que o que quer que seja que a Serena sinta por ela. Entende? Elas sempre brigam (coisa que com a gente não acontece. E elas são milionárias também, mas isso é detalhe agora XD) e falam coisas uma da outra e eu SEMPRE vejo a gente ali. Aquela amizade e tudo o mais. Eu não preciso falar muito mais, você entende.

Um beijo,

M.

fatos que se repetem

Em 2006, conheci um caa, me apaixonei, tivemos um relacionamento adolescente turbulento de três meses e tudo acabou. Eu tinha cabelo comprido, muito comprido, que ele jurava adorar e pedia que, em hipótese alguma, eu cortasse. Eu amava aquele cabelão e não foi dificíl acatar seu pedido. Não acabou muito bem esse nosso affair. Eu corri atrás dele um tempo depois e não deu resultado. Desencanei e resolvi não falar mais com ele, mas queria mostrar que eu não estava triste. O que eu fiz? Cortei o cabelo exatamente 1 ano após nosso primeiro beijo. Mandei uma mensagem no celular dele de um número que ele não conhecia com o seguinte texto: "Feliz 1 ano!". Ele sacou. E no dia seguinte, segunda-feira, eu estava ansiosa para chegar no colégio. Pq? Ele trabalhava lá, oras! Deixei meu cabelinho chanel todo bonitinho porque ele ia notar, ele ia entender ele não era tão burro. E nesse dia, eu soube que ele tinha sido demitido. ¬¬

Três anos depois, a gente se reencontrou praticamente na mesma data... apenas 4 dias depois. E namoramos sério e blá, blá blá, terminou mal. Enfim, isso foi só pra concluir a minha história.

Mas o fato engraçado é que alguém cortou o cabelo (quase o mesmo corte, aliás) pelo mesmo motivo. Eu achei legal a atitude (afinal eu fiz o mesmo!) mas só espero que ele veja antes que o cabelo cresça demais! Huahuahuahauh!


O meu, na época, ficou assim:

ps: peguei a foto do meu antigo fotolog e notei que as músicas que eu ouvia nessa época revolts são as mesmas que eu baixei semana passada porque precisava de um apoio emocional. no mínimo, intrigante.

nothing's inside

          Hoje eu posso sinceramente dizer que fiquei surpresa quando abri meu orkut. E não foi pela ousada quantia de 6 recados (e nenhum era spam!) mas sim um depoimento (daqueles secretos, sabe?) da minha melhor amiga. ODEIO essa expressão porque tenho algumas (três? talvez quatro...) amigas que sabem ser a "melhor", cada uma de um jeito. Mas, enfim... no depoimento há (tempo presente, não vou deletá-lo) um link para o blog dessa amiga, também secreto. E nesse blog, desabafos.
        Claro que eu li tudo lá. E tinha um post sobre mim. Uma coisa que ela me disse uma vez ela escreveu lá. Que por mais amigas que possamos ser, ela sente uma "competitividade" entre a gente. No jeito como eu me comporto, talvez. Eu sou assim mesmo, com todo mundo... eu não assumo isso muito abertamente, eu tento me controlar. Mas sempre que temos intimidade com alguém, mais proximidade, certos aspectos da nossa personalidade se sobressaem. Eu não faço por maldade, nem quero humilhar ninguém. Eu simplesmente quero ser melhor, quero demonstrar que eu também consigo, que eu posso ser MAIS.
      Isso acontece, ao meu ver, porque eu SEMPRE sou (ainda tempo presente) a amiga da fulana. A tal fulana é a menina mais bonita, a menina mais inteligente, a menina mais divertida, a menina mais simpática, a menina mais popular, a menina mais cobiçada, a menina mais desejada, a menina mais talentosa, a menina perfeita, a menina que se veste vem, a menina que tem o melhor perfume, a menina mais fotogênica, a menina que tem tudo de melhor. Não importa quem fosse a minha amiga no momento, ela era o e-mail, eu era o anexo. Ela era o produto, eu era o brinde. Ela era a protagonista, eu a figurante.
    Com o passar do tempo, eu cansei de aceitar isso. O que elas têm que eu não tenho? O que essas pessoas enxergam nelas? Por quê diabos ninguém me nota? Já chorei muito, MUITO MESMO por causa disso. E nunca, nunca mesmo, contei isso pra alguém. Nunca ninguém soube que por causa de uma dessas amigas eu assisti, durante uns 6 meses, TODOS OS DIAS ANTES DE IR PARA A AULA, o clipe "Everybody's Fool" do Evanescence. Por quê?

Tradução da música:
Perfeição da natureza
Ícones da própria indulgência.
Exatamente o que todos nós precisamos,
Mais mentiras sobre um mundo que

Nunca foi e nunca será.
Você não tem vergonha?
Você não me vê?
Você sabe que fez todo mundo de bobo

Veja, aí vem ela agora
Cumprimente e encare com adoração.
Oh! Como nós a amamos.
Nada flui quando você está fingindo

Mas agora eu sei que ela
Nunca foi e nunca será.
Você não sabe o quanto me traiu.
De alguma forma você faz todos de bobo

Sem a máscara
Onde é que você vai se esconder?
Não consegue encontrar a si mesma
Perdida em suas próprias mentiras

Eu sei a verdade agora
Eu sei quem você é
E eu não te amo mais

Nunca foi e nunca será.
Você não sabe o quanto me traiu.
Você sabe que fez todo mundo de bobo

Nunca foi e nunca será.
Você não é de verdade e não pode me salvar.
De alguma forma agora você é a chacota de todos

      Não sei se dá pra entender, mas isso me fazia ficar com tanta raiva (foi no ano que eu estava no terceirão, muita coisa aconteceu e eu odiava muita gente) de ser sempre a amiga feia, sem talento, sem papo, sem qualidades e sem porra nenhuma que fosse interessar a qualquer idiota que eu quis começar a SER. Eu queria ser alguém, queria ser admirada, queria principalmente ser notada pra que assim as pessoas gostassem de mim. 
     Claro que não funcionou. Eu continuei como sempre fui a minha vida toda: a menina que era amiga dos meninos. Eu tinha minhas amigas ainda, todas que me enchiam de ódio não por atitudes ou coisas assim. Mas por serem tudo aquilo e eu não conseguir ser nada. Prefiro até hoje ter amigos homens porque odeio me sentir ofuscada pelo brilho das meninas. É muito ruim isso tudo, porque eu amo minhas amigas... mas o ódio me queima frequentemente quando pequenas coisas que acontecem parecem vir com uma placa gigante e luminosa que só eu vejo "Nossa, você não é nada perto delas."
     Por tudo isso, minha facilidade em fazer amigos. Mais ainda: minha facilidade e prazer em ser amiga de pessoas bizarras ou excêntricas. Diferentes. E que não "combinem" com essas minhas amigas perfeitas.
Eu ainda sinto tudo isso mas é algo com o qual eu convivo agora. Não tenho mais vontade de aparecer como antes. Apenas quero ser notada como alguém e não como AMIGA de alguém. Eu não aceito elogios, não acredito quando dizem que gostam de algo que eu fiz, desconfio quando dizem que gostam de mim. Mas eu finjo ser alguém normal sem paranóias e se dizem "Cara, eu gosto de você, você tem umas fotos tão legais, você tem talento pra isso!" eu sigo o lema dos pinguins de madagascar: "Sorria e acene.".

         Não posso dizer que não sou mais competitiva. O esforço pra ser notada foi tão longo e por tanto tempo que isso é normal pra mim. Eu falo alto, tenho um riso escandaloso, me visto diferente, faço coisas excêntricas, sou meio bastante esquisita. Mas eu SOU mesmo assim, eu fico à vontade assim. Já faz parte de mim ser uma pessoa que pede atenção com linguagem corporal. Ainda tenho fortes dores no meu coração de vez em quando... quando minhas amigas me superam sem um esforço sequer, sem uma gota de suor derramada. Ainda sofro com isso sim. É baixa autoestima, é depressão, é frescura. Pode pensar o que quiser. Eu convivo com isso e, em momentos de revolta extrema, é um incentivo para ser mais, para melhorar. Ainda não perdi ninguém com isso. Mas eu preciso disso tudo... Vivo assim há tempos e pareço me encaixar melhor agora, que encaro tudo de uma forma que criei do que quando isso me levava cada vez mais para baixo.

17 de mar de 2010

     Tenho passado meus últimos dias falando (ou melhor, teclando) mais com estrangeiros de todas as partes do mundo do que com meus amigos mais chegados. O lado positivo disso é que eu não estou mais tão triste por ir embora e perder o contato com os velhos amigos. Na verdade, o contato já foi perdido há muito tempo... eu que insisto em mantê-lo. Mas é tão simples e divertido criar laços com pessoas diferentes, em idiomas diferentes. E isso me faz perceber, outra vez, em como eu mudei. Em como meu jeito de ver as coisas mudou. Em como tudo parece diferente.

     E eu fico tão feliz que eu consiga perceber toda essa mudança, talvez tardia, mas aqui estou eu, crescendo. Amadurecendo. Cheia de planos mais concretos, sem o medo de tentar e com muita coragem pra enfrentar tudo o que vier.

No sábado, provavelmente, estarei morando em Florianópolis oficialmente. Últimos ajustes com o apartamento, com a transportadora, com minhas coisinhas. Meu pai faz questão que eu leve tudo o que é meu porque, segundo ele, a partir do momento que eu sair de casa, voltarei apenas como visita. Não há mais espaço aqui para mim. Meus irmãos estão crescendo e eu preciso deixar o ambiente livre para eles, ou algo assim. E começar a desbravar os caminhos que minha irmã irá seguir (ou não, claro). Mas é basicamente para eu "esperar" por ela em Floripa. Assim, quando chegar a vez dela, eu estarei lá para ajudar.

É interessante, eu não tive ninguém pra me ajudar... não sei se isso seria uma ajuda de fato mas acredito que tudo o que aconteceu, tudo o que eu fiz, sozinha, foi bom. Foi ótimo.


E agora...? Ah, agora é Level Up!

10 de mar de 2010

Eureka!

Agora entendi tudo. Ou pelo menos vou fingir que entendi.
Mas eu só resolverei meus problemas de relacionamento após dar uma volta ao mundo, conhecer pessoar de diversas nacionalidades, casar em Las Vegas três vezes e daí, quem sabe, voltar ao Brasil. Vou primeiro pra Istambul e, de lá, pra Roma. Não falo turco nem italiano, mas o inglês tem ajudado (e tá mais aperfeiçoado) depois que comecei a conversar com estrangeiros desconhecidos, haha.



Eu só tenho que cuidar, já tô produzindopensamentos bilíngues e isso é bem esquisito.